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*Momentos de Introspecções com o Pastor Marcos Santos - MEPAC Regional 1 Recife - PE, Conheça-nos, Vem!*
"Este Espaço é Destinado para os Amantes da Excelente Literatura Bíblica para Elevação Espiritual e Moral"!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Hebraísmo em Relação a Símbolos e Tipos


Hebraísmo em Relação a Simbologia (Símbolos) e Tipologia (Tipos)

Símbolos e Tipos

Olá, shallom, para todos diletos internautas, que bom poder está de volta, para o nosso “Momentos de Introspecções”, que todos vocês já sabem, é o meu, o seu é o nosso, “Cantinho de Meditação”, sou seu conservo “Presbítero Marcos Santos”, hoje iremos abordar a matéria hebraísmo no contexto dos símbolos e tipos, para uma melhor compreensão, pois bem, vamos ao assunto:
     Símbolos e tipos fazem parte do mesmo contexto dos hebraísmos. O Símbolo é uma figura, objeto, número ou emblema, cuja imagem representa, de modo sensível, uma verdade moral, ou religiosa. Através do símbolo, uma certa coisa, objeto ou verdade é substituído por um sinal. No símbolo um conceito abstrato recebe uma correspondência material e concreta pela relação existente entre o conceito e o objeto ou símbolo por ele representado.  Assim, o cajado do pastor, um bastão encurvado, é símbolo de regência por exemplo; o cetro, de senhorio, de poder, de domínio; o casamento, da união entre Deus e Israel, e Cristo e a Igreja, é assim consequentemente representados.
Cordeiro do Sacrifício = Cristo em seu Sacrifício Vicário. 
        Os simbolismos usados pelos escritores sagrados eram recursos literários contrários ao significado próprio ou verbal. As realidades sobrenaturais da religião judaica eram expressas através de objetos concretos. Também se compraziam em usar símbolos para designarem as ações e o caráter dos homens.

Relação entre Símbolos e Tipos
        Dentro deste conceito é que devemos entender também os tipos. Enquanto o símbolo e os recursos poéticos são práticas universais a todas as religiões e livros, quer sagrados ou não. O tipo é um recurso puramente bíblico, pois é propositalmente intencionado por Deus nas Escrituras. Os símbolos e os tipos respiram no mesmo campo de atuação, mas nem todo símbolo é um tipo, [grifo meu] “daí acontece muitas confusões entre as pessoas que não buscam minuciosamente analisar os símbolos e os tipos, pois torno a expressar-me, que nem todo símbolo é um tipo, tenham muito cuidado ao analisarem ambos (símbolos e tipos)”[grifo meu].

            Isto porque, para que um tipo seja mensurado, ou medido, é necessário que este possua certa validação textual posterior, pois se trata de um ato, fato ou objeto que tenciona uma mensagem profética, e até mesmo enigmático. Para maior compreensão devemos entender o que é antítipo:

Significados de Antítipo :

É a figura representada pelo seu tipo.
Por exemplo Cristo é o antítipo de Moisés. Este libertou o povo de Israel do Egito; aquele (Cristo Jesus) garante libertação do pecado aos que creem em seu nome.
Nota Importante: “...Adão, o qual é figura (tipo) daquele que havia de vir. (Rm 5:14b).
“Que também, como uma verdadeira figura (antítipo), agora vos salva, o batismo...” (1Pe 3:21).
Como é que os tradutores conseguiram traduzir duas palavras diferentes no grego, para uma só palavra em português? As palavras em grego são tipo e antítipo, e ambas foram traduzidas por figura, em português.
Em Romanos 5:14, Paulo diz que Adão é tipo de Cristo, e, que, portanto, Cristo é o antítipo de Adão. Neste caso a tradução está correta, porque tipo é mesmo a figura, da qual o antítipo é a realidade. Numa tipografia existem tipos, que são as matrizes das letras que saem nos jornais. Uma é a figura e a outra é a realidade. Uma fotografia de uma pessoa é uma figura ou tipo dela, enquanto que a pessoa é o antítipo, ou a realidade. Como Deus é todo-poderoso e pode fazer tudo o que quiser, ele fez uma figura ou tipo de seu filho, um ser humano vivente.
Porém, no caso de 1Pe 3:21, a palavra “figura” que aparece em português, não é a tradução da palavra grega “tipo”, mas da palavra “antítipo”. É claro que a palavra antítipo não é igual à palavra tipo, mas, antes, o seu oposto. Tipo é a figura, e antítipo á realidade representada pela figura. Assim, Adão é o tipo e Cristo é o antítipo. O prefixo grego “antí ” tem, pelo menos dois significados. Na expressão “antiamericanismo” (que é uma ideologia ou doutrina veiculada nos meios de comunicação de massa), tem o sentido de ser contra a cultura americana. É um dos sentidos da palavra anticristo (1Jo 2:18), que significa contra cristo. Mas o outro sentido da palavra “anti” é “estar no lugar de”, o que significa que o anticristo se apresentará para tomar o lugar de Cristo. No caso de Rm 5:14, Jesus veio para tomar o lugar que inicialmente parecia ser de Adão, como cabeça da raça humana. Todo ser humano tem de fazer uma escolha, de estar em Cristo, a realidade, ou em Adão, a figura.
Ainda, em 1Pe 3:21, o apóstolo está dizendo que o dilúvio de Noé é um tipo, uma figura, da qual o batismo cristão é o antítipo, a realidade. Assim como Deus salvou a família de Noé por meio do dilúvio, hoje nos salva por meio do batismo, mediante a fé em Cristo Jesus. Entre o “mundo do ímpios” e o mundo novo de Noé, estavam as águas do dilúvio. O dilúvio era o tipo, a figura, enquanto que o batismo é o antítipo, a realidade.
Tratando-se de símbolo, porém, não reclama a mesma validação, seja ela profética ou neotestamentária. Acrescente-se a esta proposição o fato de que o tipo não é variável em sua forma ou estrutura posterior, enquanto os símbolos podem receber diversos significados.
É importante fazer distinção entre tipos, símbolos e alegorias. O símbolo tem seu significado à parte do seu campo semântico normal, e vai além dele para representar um conceito abstrato, exemplo: “Cruz = Vida; Fogo = Julgamento”, etc... A alegoria é uma série de metáforas em que cada uma destas acrescenta um elemento para formar um quadro composto da mensagem, na alegoria do Bom Pastor (João cap. 10) cada parte transmite algum significado. Já a tipologia, no entanto, lida com o princípio do cumprimento análogo, ou seja comparação. Uma alegoria compara dois elementos distintos e envolve uma historia ou um desenvolvimento prolongado de expressões figuradas, ao passo que um tipo é um paralelo entre duas entidades históricas; a alegoria é indireta e implícita, o tipo é direto e explícito.

Tipos
          O termo grego “typos , da qual se deriva a palavra “Tipo”, aparece com diversos significados nos vários textos do Novo Testamento: Sinal (Jo 20:25), modelo ( Hb 8:5; At 7:44; Rm 5:14; 1Pe 5:3), modelo (At 7:44), nestes termos [deste tipo] (At 23:25), forma [tipo] (Rm 6:17), exemplo [modelo] ( 1Co 10:6; 1Ts 1:7; 1Pe 5:3), padrão (1Tm 4:12; Tt 2:7). Literalmente o termo significa uma marca visível deixada por algum objeto. Daí a marca deixada na história ou natureza pelo antítipo.
Tabernáculo
            A ideia comum em todos os casos é a de alguma coisa que se assemelha ou corresponde a outra. O termo por si, não indica que haja uma relação formal entre ciosas, seres, pessoas ou objetos, mas ocorre sem qualquer matriz teológico. O escritor aos Hebreus 8:5 usa o termo “hypódeigma” para referir-se aos sacerdotes aarônicos, no sentido de que eles ministravam segundo a cópia ou imitação das coisas celestiais: “ Os quais servem de exemplar (hypódeigma) e sombra (skia) das coisas celestiais, como Moisés devidamente foi avisado por Deus, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: “Olha, faze tudo conforme o modelo (Typon) que, no monte, se te mostrou”, Êx 26:30. O tabernáculo era apenas uma representação ou figura ou tipo, que não incluía a natureza real do santuário celestial, é o que se depreende, ou compreende, quando o autor usa o vocábulo “skia”, ou seja, uma sombra projetada por qualquer objeto. Esta cópia representava com exatidão o arquétipo original, mas não deixava de ser uma cópia. Os rabinos costumavam explorar estes fatos levando a questão dos tipos e símbolos bíblicos ao absurdo. Procuravam em cada utensílio, detalhe ou faceta do tabernáculo terrenal, alguma característica espiritual do celestial.  Este texto deixa claro que o tabernáculo e as cerimônias nele ministradas são um tipo ou modelo profético do que Cristo, verdadeiro sacerdote, faria nas regiões celestiais, onde constava o verdadeiro santuário (Hb 8:1,2 cf. At 7:44).
Bem amados internautas, o meu, o seu e o nosso, “Momentos de Introspecções”, fica por aqui, na esperança de encontrar-vos nos próximos momentos, pois vocês já sabem, este é o nosso “cantinho de meditação”, shallom e namaste. [Assunto estudado pelo Livro Hermenêutica Fácil e Descomplicada. Autor: Esdras Costa Bento. 1ª Edição de 2003, todos os direitos reservados a CPAD. Aprovado pela MEPAC].

Atenciosamente
Pb. Marcos Santos






Os significados das palavras “alma” e “espírito” na Bíblia

Algumas informações etimológicas   
            As palavras “alma” e “espírito” nas Escrituras provêm de palavras hebraicas e gregas, línguas em que a Bíblia foi escrita. Vejamos: Alma – No Antigo Testamento, vem do hebraico vpn (nephesh). Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra grega é quch (psychê) e ocorre aproximadamente 105 vezes.  Espírito – No Velho Testamento são usadas as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes. No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é pneuma (pneuma) e aparece 220 vezes.  Como essas palavras são traduzidas. São explanadas de diversas formas nas Escrituras. Eis alguns exemplos: “Alma é traduzida como: vida (Gênesis 9:4,5; 35:18; Salmo 31:13), pessoa (Gênesis 14:21; Deuteronômio 10:22; Atos 27:37), cadáver (Números 9:6); apetite (Ec 6:7) coração (Êxodo 23:9) ser vivente (Apocalipse 16:3) pronomes pessoais (Salmo 3:2; Mateus 26:38). A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente 1600 vezes e em nenhum caso refere-se a uma entidade imaterial com imortalidade e que sobreviva fora do corpo.  
·         Espírito pode ser traduzido como: vento (respiração – Gênesis 8:1), espírito (no sentido de alento, ânimo – Juízes 15:19), atitude ou estado de espírito (Romanos 8:15; 1 Coríntios 4:21), sopro ou hálito de Deus (2 Tessalonicenses 2:8) consciência  individual (1 Coríntios 2:11, primeira parte).
O termo também é usado para se referir a seres pessoaisanjos e demônios (Hebreus 1:14; 1 Timóteo 4:1; a Cristo (1 Coríntios 3:17) a Divina natureza de Cristo (Romanos 1:4), à Terceira Pessoa da Trindade (Romanos 8:9-11; 1 Coríntios 2:8-12); a Deus Pai (João 4:24) e a pessoas vivas (Hebreus 12:22, 23).  
Por que existem tantos sentidos para as palavras “alma e espírito”? As línguas bíblicas não possuem um considerável número de verbetes. O hebraico, por exemplo, não possui vogais, preposições, ou conjunções. Esta escassez de palavras faz com que um termo seja traduzido de diferentes formas.  
            Como comparação, vejamos a língua portuguesa. Mesmo sendo rica em letras e verbetes, enfrenta certas dificuldades. A palavra “manga” tem mais de 1 sentido: refere-se à manga de um casaco e a uma fruta. Se a nossa língua, com seus muitos verbetes, tem palavras com vários sentidos, imagine o alfabeto hebraico!    
            Apesar das diversas traduções, é importantíssimo sabermos que o conceito básico de “espírito” e “alma” encontrados no texto de Gênesis 2:7, onde é mencionado o processo utilizado por Deus na criação do homem:  
“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (neshamah), e o homem passou a ser alma (nephesh) vivente”.   
Deus formou ao homem de dois elementos: pó da terra e fôlego de vida. De acordo com o original, este texto seria da seguinte forma: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o espírito de vida (fôlego de vida), e o homem passou a ser uma pessoa vivente”. Isso significa que no conceito Bíblico:  
·         O principal significado de “espírito” (mesmo podendo ser traduzido de várias maneiras) é fôlego de vida; 
·         “Alma” é a união do corpo com o fôlego de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Uma pessoa viva. Veja Deuteronômio 10:22: “Com setenta almas [pessoas], teus pais desceram ao Egito; e, agora, o SENHOR, teu Deus, te pôs como as estrelas dos céus em multidão.”
   
Uma breve ilustração  
Digamos que você tenha uma lâmpada e não tenha a eletricidade. Teria a luz? Certamente não. Agora, suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não tenha a lâmpada. Haveria luz? Também não.  
Para haver a luz, é necessário haver a lâmpada e a eletricidade. Apenas um desses itens não basta.  
O mesmo se dá em relação à vida! Para existirmos temos de ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus). Do contrário não temos vida; deixamos de existir e dormimos o sono da morte. O próprio Cristo, o “Autor da Vida” (Atos 3:15) comparou a morte a um sono:  
“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.  Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono.  Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João 11:11-14.  
Com essa comparação, Cristo confirmou o que disse Salomão a respeito do estado do ser humano na morte:  
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.  Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.  
O estado do ser humano na morte  
Na Bíblia, a morte é comparada a um sono (sem sonhos) aproximadamente 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência dos mortos até a volta de Jesus (ler Salmo 6:5; 13:3; 88:10-12; 115:17; Isaías 38:18-19; Eclesiastes 9:5-6 e 10; 1 Tessalonicenses 4:13-16).  
“A Bíblia não apoia em absoluto a doutrina popular de que os mortos permanecem conscientes até a ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente refuta tal ensinamento (Sl 115:17; Ec 9:5). Emprega-se comumente o verbo dormir como símbolo da morte (Dt 31:16; 2 Sm 7:12; I Rs 11:43; Jó 14:12 ; Dn 12:2; Jo 11:11,12;           1 Co 15:51; 1 Ts 4:13-17; etc). A declaração de Jesus, que consolava a seus discípulos com a idéia de que eles voltariam a estar com ele na ocasião de sua segunda vinda e não na morte, ensina claramente que o “sono” não é uma comunicação consciente dos justos com o Senhor (João 14:1-3). Do mesmo modo, Paulo explicou que ao produzir-se o segundo advento, todos os justos que então estão vivos e os mortos que ressuscitarão neste momento se unirão simultaneamente com Cristo, sem que os vivos precedam os mortos (1 Ts 4:16,17)” .     
Se a morte fosse um começo de uma nova existência, não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga” (1 Coríntios 15:26); teria de ser chamada de amiga, pois estaria nos ajudando a ir para o paraíso…  
Só Deus é imortal em Sua essência  
De acordo com as Escrituras, o único que possui a imortalidade é Deus: “a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;  o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” 1 Timóteo 6:15-16.  
Para que o homem fosse eterno, teria de obedecer a Deus e assim teria livre acesso à árvore da vida, que perpetua a existência. Como o ser humano pecou e Deus o expulsou do Éden para que não fosse um pecador imortal, Adão e Eva não comeram mais da árvore da vida, tornando-se assim mortais. (Leia Gênesis 3:22-24; Isaías 51:12). E essa mortalidade herdamos deles (Romanos 5:12 e 6:23).  
Se já fôssemos imortais não haveria necessidade de Adão ter comido da árvore da vida, e, nós, de a comermos no Céu. (ler Gênesis 2:16, 17; 3:23, 24 e Apocalipse 22:2). Como seríamos imortais sendo que Deus privou o homem de comer da árvore da vida? (Gênesis 3:22 e 24). O ser humano foi criado com a imortalidade, mas ela era “condicional” à obediência a Deus.  
Quando Jesus voltar e nos levar com Ele comeremos da árvore da vida para sermos imortais: “No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”. Apocalipse 22:2.  
“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. Ap. 22:14.  
“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Ap. 22:19.  

Para pensar  

·         Se já tivéssemos uma alma ou espírito imortal, não haveria necessidade de comermos da árvore da vida;
·         Se o espírito ou alma já estivessem no Céu ou em algum lugar intermediário (vivendo de um modo imaterial), por que Jesus iria vir nos buscar? Não haveria necessidade se já estivéssemos lá em cima.
A doutrina da ressurreição é uma prova de que a pessoa ainda não recebeu a recompensa eterna, pois, se Jesus vem nos ressuscitar a pessoa para levar ao Céu, é sinal de que ela ainda não está lá. Foi por isso que Paulo sempre acreditou que a recompensa dela era no futuro, na volta de Jesus: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” 2 Timóteo 4:8.  
E não devemos esquecer que as pessoas que já foram arrebatadas ao Paraíso (Enoque, Moisés e Elias) foram com o corpo, em vida e não por ocasião da morte (Moisés foi ressuscitado antes de ir ao céu – ver Judas 1:9). Isto é uma prova indiscutível de que o ser humano, ao ir para o Céu, irá também com o corpo e não “em espírito”, como ensina a doutrina espírita.  
A origem da doutrina da imortalidade da alma – breve resumo
Em Gênesis 3:4 encontramos o primeiro “médium” que existiu no mundo: uma serpente que serviu de “canal” para que o diabo falasse por meio dela e enganasse Eva. Foi satanás quem disse que, mesmo sendo uma pecadora, Eva não morreria: “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Algo totalmente oposto ao que Deus havia dito em Gênesis 2:16, 17.  
Portanto, o criador da doutrina da imortalidade natural da alma foi o diabo. Depois, ele usou recursos humanos para difundir essa teoria até os nossos dias, como disse um influente pastor Presbiteriano:  
“A doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho…” 
            Na sequência histórica surgiu Allan Kardec que, por meio de sua “mediunidade” e escritos incentivou muitos a estudarem o espiritismo, que se tornou bem aceito. Hoje, conta com milhares de adeptos ao redor do mundo, especialmente no Brasil.  
Questões Bíblicas para análise:  
1) Se a pessoa ao morrer fosse para o céu, o inferno ou um lugar intermediário entre os dois, que necessidade haveria de Jesus voltar e ressuscitar, se nosso ente querido já estivesse num desses lugares? (lembre-se: os filhos de Cristo, ressuscitarão na volta dEle! Ler 1 Coríntios 15:23). É ilógico Jesus enviar-nos do céu “em espírito” à sepultura para depois ter de nos ressuscitar. Como harmonizar a doutrina da ressurreição com a doutrina imortalista?        
2) Como crer que ao morrermos vamos para o Céu se em Hebreus 11:39 e 40 os heróis da fé ainda não obtiveram a concretização da promessa, pois Deus não quer que sem nós eles sejam aperfeiçoados? (Lembremos de 1 Coríntios 15:20);  
3) Como crer na doutrina da imortalidade da alma sendo que a eternidade do homem era condicional à obediência a Deus, e, por desobedecerem, Adão e Eva foram privados da árvore da vida para que não se tornassem imortais como Deus? Nós não comemos da árvore da vida… (Gênesis 3:22-23). Outra questão: Por que iremos comer da árvore da vida no céu se nosso “espírito” já é imortal? (Apocalipse 22:2);  
4) Se somos imortais, por que devemos ainda “buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? (Romanos 2:7). Se devemos buscar, é porque não a temos;  
5) Por que Jesus diz ser a morte um sono? (João 11:11-14). Se temos uma “alma” ou “espírito” imortal, por que Jesus disse, após Sua ressurreição, que durante a morte “ainda não tinha subido para o Pai?” (João 20:17).  
6) Como harmonizar a doutrina da imortalidade da alma com o texto de Mateus 16:27, no qual diz que “a recompensa será dada quando Jesus voltar”? Se estivessem os mortos no Céu, no inferno ou num lugar intermediário, já teriam recebido a recompensa antes mesmo do juízo final! Tal doutrina (vida após a morte) não se harmoniza com a doutrina do Juízo, que está no futuro (Atos 17:31).  
7) Jesus disse em João 11:25: “… Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25 grifo meu); Ele não disse: “… ainda que morra, vive…”. “Ao contrário, Ele declarou, que no futuro trará da sepultura aqueles que morreram nEle. Veja João 5:28 e 29”.  
   
Quando receberemos a imortalidade.  
Em João 5:24 o Senhor diz que ao cremos nEle, temos a imortalidade garantida. Mas isto não significa que hoje tenhamos recebido a imortalidade . Isto fica claro nos seguintes textos, onde se afirma que a receberemos quando Jesus voltar e ressuscitar os justos :Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11:25. “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14. “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.  
Outros versos:  
“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. Hebreus 11:39-40. “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23. “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.  Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.  Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. 1 Tessalonicenses 4:13-17.  
Neste texto da carta de Paulo aos Tessalonicenses podemos ver a sequência correta dos eventos antes de recebermos a imortalidade que já nos está assegurada em Cristo:  
      1o: Vinda de Jesus;  
2o: Ressurreição dos mortos;  
3o: Transformação dos vivos;  
4o: Arrebatamento dos vivos juntamente com os mortos ressuscitados, indicando assim que iremos para o Céu todos juntos; os mortos não vão primeiro após a morte;  
5o: Encontro com o Senhor nos ares;  
6o: Vida eterna ao lado de Cristo.  
Em 1 Coríntios 15:51,52, também podemos observar esta sequência em detalhes:  
“Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:51-52”...


Alma, Espírito & Corpo

O homem em sua essência possui uma estrutura triúna ou tricotômico, todos somos: espírito, alma e corpo. Em 1Ts 5.23 esta verdade é expressa de forma clara e inquestionável: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Há uma grande confusão a respeito de Espírito e Alma, muitos afirmam que se trata da mesma coisa; mas, ao lermos Hb 4.12 concluímos que são distintas entre si. Leia o texto: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.
Como servos de Deus precisamos conhecer alguns pontos fundamentais da fé, o objetivo deste estudo e mostrar de forma clara e inequívoca que possuímos uma dimensão tríplice: espírito, alma e corpo.
1- ESPÍRITO HUMANO
A nossa vida consiste em aprendermos a exercitar o nosso espírito humano recriado para contatar o Senhor e sermos por ele guiados. Tudo o que necessitamos para alcançarmos uma vida vitoriosa, plena e produtiva, já nos foi dado pelo Espírito Santo residem em nós.
E como o nosso desejo é crescer na presença de Deus, precisamos de revelação (Rhema). Revelação (Rhema) é o conhecimento que é transmitido pelo Espírito Santo ao nosso espírito.
Há uma diferença considerável entre o conhecimento mental (intelectual) e o conhecimento espiritual. Observe como há tantos que estão nas igrejas, conhecem a Bíblia, mas, este conhecimento não os faz frutificar para a vida eterna. Isto ocorre, pois muitos conhecem a Bíblia apenas intelectualmente (a letra); desprovida da revelação, ou seja, do rhema. Precisamos manter-nos atrelados ao que Cristo Jesus, ensina-nos, vejamos: “O Espírito e a noiva dizem: "Vem!"  E todo aquele que ouvir diga: "Vem! "Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida. Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: "Sim, venho em breve!" Amém. Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos. Amém. Ap. 22:17-21. Eu (Pr. Marcos Santos) chamo-o de kerigma, palavra oriunda do grego, que em suma, significa, ser fiel ao texto, em sua mensagem, pregação, anúncio, ou seja, as Escritura Sagrada.
Kerigma (do grego: κήρυγμα, kérygma) é uma palavra usada no Novo Testamento com o significado de mensagem, pregação, anúncio ou proclamação. 
Segundo o Novo Testamento, Jesus lançou seu ministério ao entrar em uma sinagoga de Nazaré, em um sábado, e ler um trecho do livro do profeta Isaías:
“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; Isaías 61:1”.
Após a leitura Jesus se identificou como o Messias prenunciado pelo profeta, aquele que traria as boas novas, ou o Evangelho . A afirmação de que Jesus faz nesse momento é conhecido como o kerigma e é a base de sua pregação aos homens.
Ao lermos as cartas de Paulo percebemos que a sua maior preocupação era a de que os crentes tivessem a revelação de Deus. A revelação transforma através da Palavra as pessoas e a fé se manifesta de forma espontânea, a unção de Deus é transbordante. Veja: Ef 1.17 “para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” e “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção”.  Fp 1.9
A revelação é ocorre primeiramente em nosso espírito. O Espírito Santo transmite uma verdade ao nosso espírito, e o nosso espírito para a nossa mente. A mente por si só não pode ter revelação de Deus; esta função é do nosso espírito. Muitos membros de igrejas estão vivendo apenas como homens naturais, não conseguem discernir as coisas do espírito, pois não sabem usar seu próprio espírito para discernir a verdade de Deus.
O Espírito Santo que habita em nós fala conosco. Se alguém nunca ouviu o Senhor no espírito, então provavelmente não se converteu, pois somos gerados pela Palavra de Deus, se Deus não falou, então não houve Palavra e, e o novo nascimento não ocorreu.
Mas, como posso perceber e ou ouvir o espírito?  Entendemos que o nosso espírito é muitas vezes chamado de coração na Bíblia. No texto, Paulo explica que o coração é o espírito, ou pelo menos é o meio pelo qual ele é percebido. Quando a Bíblia faz referência ao coração, aponta para algo íntimo, das profundezas de nosso ser (comunhão, intuição e consciência).
Em Rm 2.29 lemos: “Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus”.
Veja mais sobre o espírito humano:
a) Deus é Espírito – Jo 4.24 “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.
Entende-se que, para que possamos ter contato com a matéria precisamos ser matéria, da mesma forma, para que possamos ter contato com Deus que é Espírito, precisamos ser um espírito também. Não ouvimos a voz de Deus com os nosso ouvidos físicos e tão pouco o veremos com os olhos da carne. Mas, a Bíblia afirma que é possível conhecer a Deus e este contato é possível apenas através de nosso espírito.
b) Através do espírito, adquirimos conhecimento espiritual – 1Co 2.14 “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.
O conhecimento importante que há em nossa vida cristã é adquirido espiritualmente. Há no meio cristão muitos usando a mente para entender as coisas que só é possível discerni-las espiritualmente, em consequência lê em a Bíblia e não a entendem e sobre conclusões erradas edificam a vida.
c) O nascer de novo é no espírito – Jo 3.6 “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito”.
O pecado de Adão produziu uma série de consequências que se estendeu a toda humanidade. Quando falamos da morte de Adão, não nos referimos à morte física, sim espiritual. O seu espírito morreu para o Eterno, esta morte se estendeu a todos os homens “naturais”. A morte espiritual não extinguiu o espírito, encontra-se morto, incapaz de estabelecer contato com o Criador. O Nascer de novo é o renascimento deste espírito para Deus.
d) Andar no espírito.
O Novo Testamento exorta-nos a andar no espírito e quando entendemos que aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Deus, numa união indissolúvel, necessitamos que o nosso espírito esteja vivo, pois é através dele que recebemos toda a direção que procede do Espírito de Deus. O nosso espírito é a parte do nosso ser que tem como função contatar a Deus.
A nossa vida consiste em sermos guiados pelo Espírito, se não consigo ouvir o que o Espírito Santo está dizendo, como serei guiado?
Deus habita em nós na pessoa do Espírito Santo, nos molda e nos guia a toda verdade; estas ações não são frutos de doutrinas teológicas, sim, revelação de Deus, (rhema).
e) Somos espirituais – 1Co 14.14 “Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera”.
Paulo afirma que: “se eu orar... então o meu espírito ora”. O apostolo mostra de forma clara que o “eu” e o “espírito” são a mesma coisa, concluímos que Paulo se via como um ser espiritual.
É evidente que não somos apenas espírito, somos também alma e corpo. Paulo ao escrever aos crentes de Roma afirma que é também matéria (corpo): Rm 7.18 “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne...”
A divisão que apresentamos tem como objetivo facilitar a compreensão. O homem é um ser constituído de três partes, a saber: espírito, alma e corpo.
O corpo que hoje possuímos é apenas a nossa morada terrestre, quando estivermos com o Senhor, nos céus, receberemos uma habitação celestial. Leia: 1Co 5.1,2 “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial”.
2- ALMA
A palavra de Deus aponta-nos a alma como composta de três partes, são elas: a mente, a vontade e a emoção. Estas três faculdades constitui a personalidade humana. A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso “EU”. É por esse motivo que a Bíblia, em alguns textos, chama o homem de “alma”. A alma concentra as principais características do homem, tais como: amor, idéias, pensamentos, etc.
a) Função da Vontade:
Buscar - 1Cr 22.19 “Disponde, pois, agora o coração e a alma para buscardes ao SENHOR, vosso Deus”. Buscar é uma função da vontade e ela está na alma.
Recusar - Jó 6.7 “Aquilo que a minha alma recusava tocar”. Recusar é uma função da vontade.
Escolher - Jó 7.15 “pelo que a minha alma escolheria, antes, ser estrangulada; antes, a morte do que esta tortura”. Escolher também é uma função da vontade.
À luz dos textos citados, concluímos que a vontade é uma das funções da alma.
A vontade é o instrumento para nossas decisões e indisposições. Sem a existência da vontade seriamos semelhantes a um robô. O pecar ou não pecador está relacionado à vontade.
b) Função da Emoção:
A emoção é extremamente importante, ela traz “cor” à vida humana, no entanto, jamais podemos nos deixar guiar por ela. As emoções se manifestam de muitas formas, entre elas: amor, ódio, alegria, tristeza, pesar, saudade, desejo, etc.
Alguns exemplos de emoções:

Amor – 1Sm 18.1 “...e Jônatas o amou como à sua própria alma”. (ver também: Ct 1.7 e Sl 42.1) O amor é algo que surge em nossas almas e isso confirma que dentro da alma existe uma função como a emoção.
Ódio – 2Sm 5.8 “Davi, naquele dia, mandou dizer: Todo o que está disposto a ferir os jebuseus suba pelo canal subterrâneo e fira os cegos e os coxos, a quem a alma de Davi aborrece”. (ver também: Ez 36.5) Expressões como: menosprezo, aborrecimento, desprezo, etc. significam ódio e, vemos que procedem da alma.
Alegria – Is 61.10 “Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus”. Sl 86.4 “Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma”. A alegria, segundo os textos citados é uma emoção da alma.
c) Função da Mente:
Os textos de Romanos e Provérbios sugerem que a alma necessita de conhecimento.
Conhecimento - Rm 12.1-2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.  E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Pv 2.10 “Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma”. Conforme os textos, Conhecimento é uma função da mente, logo, a mente é uma função da alma.
Saber – Sl 139.14 “Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem”. Saber é uma função da mente, e, portanto, também da alma.
Lembrar – Lm 3.20 “Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim”. O texto de Lamentações afirma claramente que a alma pode se lembrar. A Lembrança é uma das funções da mente. Podemos afirmar que a mente é uma função da alma.
A mente é a função mais importante da alma. Se a nossa mente for obscurecida, jamais chegaremos ao pleno conhecimento da Verdade. A renovação da mente nos possibilita experimentar e entender a vontade de Deus, que é revelada em nosso espírito.
Os tópicos apresentados, com base na Bíblia, não deixam dúvidas quanto às funções da alma, são elas: mente, vontade e emoção.
A Palavra de Deus nos mostra que aqueles que andam segundo os padrões da alma (vontade, mente e emoções) são chamados de carnais. Carnal não é exatamente aquele que anda na prática do pecado; pois, os que andam no pecado possivelmente ainda não nasceram (1Jo 3.9 “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”).  Os cristãos que vivem segundo os padrões da alma tendem a seguir a função da alma que lhes é mais peculiar. Por exemplo:
a) Os emotivos usam as emoções como critério da vida espiritual. Se forem tomados por calafrios e fortes emoções conseguem fazer a Obra de Deus, mas, se as emoções acabam, também o ânimo se esvai.
b) Padrões da Mente, estes recusam as emoções; até criticam os emotivos como sendo carnais. O que não percebem é que andar segundo a mente também é da alma. Os que andam segundo o padrão da mente tendem a ser extremamente críticos e naturais na Obra. Geralmente, não aceitam o sobrenatural e quere colocar o Espírito Santo nos seus padrões de mente.
c) Empolgados pela Vontade (oba-oba) é a características de alguns crentes. Sempre dispostos a iniciar alguma atividade, porém, em pouco tempo o “fogo se apaga”, não são dotados de perseverança. E até afirmam: “Se não tenho vontade, não preciso orar, ler a Bíblia e jejuar, afinal, Deus não quer sacrifício”. Tem aparência de piedosos, mas se trata apenas de desculpas da carne para não servir a Deus.
Se o nosso andar é segundo a alma, invariavelmente cairemos em um dos três pontos expostos acima ou em todos eles. Lembre-se: “os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Rm 8.8
Concluirmos que a nossa alma é ruim não é correto. O Erro é andarmos confiados em sua capacidade de pensar, entender e sentir. Os que andam segundo a alma não andam por fé.
Devemos transformá-la e este processo de transformação dura a vida inteira. Como transformar a alma? Renovando a mente!
A mente é a primeira função da alma, se a mudamos, os reflexos da transformação envolve toda a nossa vida. E a única forma de mudar a nossa mente e conformando-a com a Palavra de Deus. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2).
Sou eu mesmo quem me transformo na medida que me encho com a Palavra de Deus.
3- O CORPO
A Bíblia nos diz de forma clara que o nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre. É o lugar onde moramos nesse mundo. A função básica do corpo é ter contato com o mundo físico.
Paulo escreve aos irmãos de Corinto e afirma:
“Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;  se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.  Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida”. 2Co 5.1-4
O nosso corpo não tem conserto e nem salvação. Precisamos receber um novo corpo.  No céu não teremos uma nova alma, mas, teremos um novo corpo. O nosso espírito foi regenerado e a nossa alma está sendo transformado e o nosso corpo será glorificado. Estes são os aspectos passado, presente e futuro da nossa salvação.




Atenciosamente
Pr. Marcos Santos


 


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cuidado, o Pecado quer Conquistá-lo


Momentos de Introspecções

Mega–Tema: Cuidado, o Pecado quer Conquistá-lo
Texto Áureo: Genesis Cap. 4:7.


   Olá, que bom poder está de volta, para mais um “Momentos de Introspecções”, o meu, o seu, o nosso, cantinho de meditações. Hoje iremos tratar sobre pecado, saber sua etimologia, originalidade, seus efeitos colaterais. Pois bem, sem mais delongas, vamos para o assunto supracitado: Para uma maior compreensão, precisamos definir o quê é pecado; busquei no dicionário teológico edição revista e ampliada de suplemento biográfico dos grandes teólogos e pensadores, em destaque o Pr. Claudionor Corrêa de Andrade (CPAD, edição 12ª de 2003); o significado da palavra pecado. Pecado: Substantivo masculino oriundo do hebraico (hattah); do grego (hamartios); do latim (peccatum); que significa, transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus, que tem seu efeito de levar a pessoa errar o alvo estabelecido pelo Criador; alvo este que foi realizado para os seres humanos viver para a glória de Deus. Meditemos: 1Ts 4:1-8; 1Pe 4:1-6; Cl 3:1-16; Ef 4:17-32; Rm 6:1-14; 1Co 6:9-11; Gl 6:7,8. A sua originalidade é oriunda de Satanás o arqui-inimigo de Deus, pois foi através do seu sofismo que ele persuadi-o a primeira mulher chamada Eva e seu esposo Adão; leiamos: Gn 3:1-24; 2:16,17; Rm 5:12-21; Jo 8:44; Is 14:11-15; Ez 28:13-19.
        
    O pecado é portanto muito nocivo a saúde espiritual e por sua consequência também física, seu efeito é devastador, vamos agora dar um mergulho mas profundo no assunto. 
Olhando com a lupa: “Pecado Capital – Expressão com que a igreja Católica designa estes sete pecados: Orgulho (Pv 16:18; 18:12), ódio (Pv 10:12; 15:17; Tt 3:3; Lv 19:17), inveja (Jó 5:2; Sl 37:1; Gl 5:21; Pv 23:6,7), impureza (1Ts 4:5,7; Tg 1:21; Ef 5:5; Ap 21:27), gula (Pv 23:2,3; Lc 21:34; Rm 13:13; 1Pe 4:3), preguiça ou (ociosidade, ocioso(2Ts 3:8-15; Pv 19:15; Ec 10:18; Pv 6:9) e avareza (Êx 18:21; 1Sm 8:1-3; Jr 6:13; Mc 7:14-23; Cl 3:5; Hb 13:5,6-14)”. “Pecado, Imputação Do – Consequências do pecado que recaem sobre terceiros. Exemplo: A transgressão de Adão que recaiu sobre seus descendentes, que chamamos de pecado Adâmico ou pecado Original; (1Co15:22); (Rm5:1214)http://pt.wikipedia.org/wiki/Pecado_original.               “Pecado Mortal – “Pecado para a Morte – Vide Pecado Mortal – Deliberação consciente e intencional de se resistir a vontade de Deus. Não se trata de um simplesmente pecado ou de uma transgressão ordinária; é uma rebeldia movida pelo orgulho (porfia) e pelo não reconhecimento da soberania divina.
            O pecado mortal é assim descrito pelo autor da Epístola aos Hebreus: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade; já não nos resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário: certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários; (de Deus, grifo meu)” (Hb 10:26,27). Entre os pecados mortais, acha-se a blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt 12:31). Em que consiste tal pecado? Em palavra e atos. Peca-se contra o Espírito Santo quando, conscientemente, se pronuncia palavras injuriosas ou frívolas contra Ele (Mt 12:24, 30-32, Ec 10:2; Mt 7:15-20; Hb 6:4,5,6). Ou quando se resiste a sua voz (Hb 3:7,8). Por que o pecado contra o Espírito Santo é imperdoável? Porque o homem ou a pessoa estará rejeitando o único Ser que poderia convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo, (Jo 16:8-15). E, por outro lado, quem peca contra o Espírito Santo tem o coração de tal forma endurecido, que rejeita todas as possibilidades de arrependimento pois já não tem necessidades deste. - Então por isso eu te digo tenha ou tenham muito cuidado, não se deixe conquistá-lo pelo pecado (Gn 4:7), vigiai e orai, (Mt 26:41). Também temos porém, O Pecado Venial – [Do latim veniale, de vênia, desculpável] Segundo a teologia romana, é o pecado que não leva á morte, porquanto cometido por fraqueza, sem a intenção de resistir á vontade de Deus. Meditemos: Na epístola de primeira de João capítulo cinco e versículos dezesseis, dezessete e dezoito, encontramos o apóstolo relatando sobre pecado que não leva a morte, vamos lá para o texto: “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não leva à morte, ore, e Deus dará vida ao que pecou. Refiro-me àqueles cujo pecado não leva à morte. Há pecado que leva à morte; não estou dizendo que se deva orar por este. Toda injustiça é pecado, mas há pecado que não leva à morte”, (NVI edição 2007). Com isso eu concluo este nosso “Momentos de Introspecções” de hoje; vivamos para à glória de Deus em perseverança de obediência a sua vontade para sermos um cristão fiel e termos sua fisionomia para podermos ter e ser visionário segundo o seu beneplácito, só assim, iremos entender o seu querer, leiam: “Efésios capítulo 3:14-21; 4:17-32; 5:14-21;1Pe 1:13,25”. É meus diletos internautas, ficamos por aqui, até mais, shallom, pois vocês já sabem, este é o meu, o seu, o nosso, cantinho de meditações, que chamamos de “Momentos de Introspecções”.

Atenciosamente
Pb. Marcos Santos 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Gnosticismo Não Entre Nessa


Gnosticismo Uma Prática Condenada Por Cristo Jesus
Não Deixe-se Enganar!!!
      Sumário com Pb. Marcos Santos: Essa heresia é um ensinamento contrário à sã Doutrina Bíblica, pois insiste que um conhecimento secreto importante está escondido da maioria dos crentes, e também ensina que o corpo é maligno, o nosso irmão Paulo na Epígrafe em Colossenses Capítulo Dois, ele se opôs contra essa heresia, pois Cristo que é o nosso Deus, viveu em corpo, isto é Ele estava encarnado, era o próprio Senhor Jesus Cristo, Ele é completamente humano e completamente Deus. O gnosticismo é um tremendo engodo, pois escrito está em João 8:32, que diz:E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará; Oséias 6:3, que diz: Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra, e Provérbios 2:1-5, que diz: Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto, se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus. Provérbios 2:1-5”.
    Então meus amados amantes da Teologia Bíblica, tenhamos o conhecimento de Cristo Jesus como único e suficiente e factual saber de uma ciência que é Sui Generis, pois ela é completíssima.


Atenciosamente
Pb. Marcos Santos Vice Presidente Regional 1 (Recife) e Vice Diretor da SEMEVA do Estado de Pernambuco.


 Gnosticismo (do grego Γνωστικισμóς (gnostikismós); de Γνωσις (gnosis): 'conhecimento') é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas que chegaram a mimetizar-se com o cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, vindo a ser declarado como um pensamento herético após uma etapa em que conheceu prestígio entre os intelectuais cristãos De fato, pode falar-se em um gnosticismo pagão e em um gnosticismo cristão, ainda que o pensamento gnóstico mais significativo tenha sido alcançado como uma vertente heterodoxa do cristianismo primitivo.
Alguns autores fazem uma distinção entre "Gnosis" e "gnosticismo". A gnose é, sem dúvida, uma experiência baseada não em conceitos e preceitos, mas na sensibilidade do coração. Gnosticismo, por outro lado, é a visão de mundo baseada na experiência de Gnose, que tem por origem etimológica o termo grego gnosis, que significa "conhecimento". Mas não um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico (a "episteme" dos gregos), mas de caráter intuitivo e transcendental; Sabedoria. É usada para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua essência eterna, centelha divina, maravilhosa e crística, pela via do coração. É uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Assim sendo jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.
O movimento originou-se provavelmente na Ásia Menor, difundindo-se da região do Irã à Gália, exercendo a sua maior influência sobre o cristianismo entre os anos de 135 e 200. Tem como base elementos das filosofias pagãs que floresciam na Babilônia, Antigo Egito, Síria e Grécia Antiga, combinando elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas como os do Elêusis, do Zoroastrismo, do Hermetismo, do Sufismo, do Judaísmo e do Cristianismo.
Leiamos em:
Colossenses 2:
1 - Quero que vocês saibam quanto estou lutando por vocês, pelos que estão em Laodicéia e por todos os que ainda não me conhecem pessoalmente.
2 - Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seus corações, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo.
3 - Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.
4 - Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos aparentemente convincentes.
5 - Porque, embora esteja fisicamente ausente, estou presente com vocês em espírito, e alegro-me em ver como estão vivendo em ordem e como está firme a fé que vocês têm em Cristo.
6 - Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele,
7 - enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.
8 - Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.
9 - Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade,
10 - e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude.
11 - Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne.
12 - Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo, e com ele foram ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.
13 - Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões,
14 - e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz,
15 - e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz.
16 - Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado.
17 - Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.
18 - Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa.
19 - Trata-se de alguém que não está unido à Cabeça, a partir da qual todo o corpo, sustentado e unido por seus ligamentos e juntas, efetua o crescimento dado por Deus.
20 - Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras:
21 - "Não manuseie!" "Não prove!" "Não toque!"?
22 - Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.
23 - Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.

Humildade é de Deus

Devocional Do Dia: "Devemos clamar ao Espírito Santo que nos modem conforme a santa vontade de Deus, para obtermos o caráter de Cristo Jesus que é o nosso modelo único e essencial, Pensem Nisso, Vivam Isso!!!

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.
Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra,
e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Filipenses 2:3-11"...

Pastor Marcos Santos 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Interpretação do Livro do Apocalipse


Em busca do Crescimento Espiritual

Shallom, que bom poder está de volta para interagirmos com todos os amados internautas, que ama a excelente literatura bíblica, este é o nosso “Momentos de Introspecções”, que vocês bem sabem, é o meu, o seu, o nosso, cantinho de meditação. Sou seu conservo “Presbítero Marcos Santos”, e nesta hora quero convida-los para uma suma das quatro visões de Interpretação do Livro do Apocalipse.

Nota Importante:
O livro do Apocaplise é muito complexo, que durante séculos, tem deixado seus muitos intérpretes perplexos. Podemos evitar dilemas se procurarmos entender sua estrutura literária. Essa forma de abordagem nos permitirá compreender cada uma das cenas, dentro da estrutura global do livro, e evitará que fiquemos desnecessariamente presos ou atolados nos detalhes de cada visão. No decorrer do livro, João nos oferece algumas alusões e pistas que indicam mudanças de cenários, de assunto ou de retorno a uma cena anterior. Eu recomendo-vos, que tenham muito cuidado nas abordagens, digo, tenhamos o imenso cuidado de não sermos “Exibicionistas e Sensacionalistas”.                                                
Leiam em   Ap 22:18,19.
 http://www.bibliaonline.com.br/acf/ap/22.

Isagoge Bíblica: Ao longo dos séculos, foram desenvolvidas quatro principais abordagens para a interpretação do livro do Apocalipse. Cada uma delas encontrou competentes defensores, mas nenhuma chegou a ser devidamente comprovada como a única maneira de entender esse livro. Entretanto, a pergunta básica que se pode aplicar a cada abordagem pode ser assim resumida: Será que, atualmente, esta abordagem me ajudará a tornar-me um melhor seguidor de Cristo Jesus?.

 Então vamos para as Abordagens:

1º)Visão Preterista           (Contemporânea), sua abordagem e Descrição: João está escrevendo para encorajar os cristãos de seu tempo que estavam sofrendo perseguições por parte do Império Romano,                (a maioria dos estudiosos acredita que o Imperador da época era Domiciano 90 – 95 aproximadamente d.C.). – Desafio: Alcançar a mesma forma de encorajamento que os primeiros leitores de João, através de imagens vívidas da soberania de Deus. – Precaução: Não esquecer que a maioria das profecias bíblicas tem aplicação imediata e também futura.

2º)Visão Futurista, sua abordagem e Descrição: Com exceção dos três primeiros capítulos, João está descrevendo eventos que ocorrerão no final da história. – Desafio: Ver nos acontecimentos atuais muitas das características descritas por João e entender que o fim poderá chegar a qualquer momento. – Precaução: Não supor que “descobrimos” o futuro, pois Jesus disse que ninguém saberá o dia de sua volta, antes que ela ocorra, *(Mt 24:36).

3º)Visão Historicista, sua abordagem e Descrição: O livro de apocalipse é uma apresentação da história desde a época de João até a segunda vinda de Cristo Jesus, e mesmo depois dessa data. – Desafio: Constatar a consistência da maldade humana através da história e reconhecer que os nomes podem mudar, mas que a rebelião contra Deus continua a mesma.  – Precaução: Tomar muito cuidado para não identificar algum líder ou acontecimento atual como sendo o cumprimento de algum aspecto do livro Apocalipse. (Para os amantes desta visão, eu recomendo estudar o Livro Um Novo Mundo de Alfons Balbach, mais conhecido por Alfonsas Balbachas é pastor aposentado da Igreja Adventista do Sétimo Dia movimento de reforma).

4º)Visão Idealista, sua abordagem e Descrição: O livro do Apocalipse é uma representação simbólica da luta permanente entre o bem e o mal. Ele não se refere a nenhum evento histórico em particular, mas pode ser aplicado a qualquer ponto na história. – Desafio: Atingir um certo discernimento do passado para se preparar para o futuro, e viver em obediência e confiança no presente. – Precaução: Não evitar esse livro por causa de sua aparente dificuldade ou complexidade, e procurar entender o Apocalipse dentro de um contexto literário mais amplo, pois o mesmo é formado de ricas retóricas.



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Segue abaixo para melhor compreensão a Tabela de Conversão dos Símbolos Revelados nas Profecias:

Tabela de Conversão
- Animal / Rei ou Reino; Dn 7:12,23.
- Mulher / Igreja; Ef 5:23.
- Águas  / Povos; Ap 17:15.
- Um dia / Um ano ; Ez 4:6,7; Nm 14:34.
- Ventos / Guerras; Jr 51:1-5.
- Chifres / Poder, Rei, Reino; Ap 17:12.
- Tempos/ Anos; Dn 7:25; 11:13.
- Dragão / Satanás; Ap 12:9.
- Cordeiro/Jesus Cristo em Jo 1:29.
- Cauda    / Falso Profeta; Is 9:15; Ap 12:3,4. 
- Estrelas / Pregadores ou Mensageiros – Anjos; Dn 12:3; Ap 12:4.

Bem queridos, vamos fica até aqui, espero vos encontrar como de praxe, em outro “Momentos de Introspecções”, shallom, namaste e até mais.

Atenciosamente
Pb. Marcos Santos 

domingo, 22 de julho de 2012

Filantropia Ainda Existe

Não Seja Um Filáucial

Egoísmo, 2 Tm 3: 1-5.

Olá, há quanto tempo, estava com muita saudades, mas aqui estamos, para mais um “Momentos de Introspecções”, o meu, o seu, o nosso cantinho de meditação. Sou seu conservo Presbítero Marcos Santos e hoje iremos abordar o tema supracitado, e veremos que a resposta para à pergunta que não pode calar é positiva.

Torre de Babel Gn 11:1-9.

Vivemos em um mundo cada vez mais “Filáucial”, ou seja, egoísta, vaidoso, presunçoso, cobiçoso e cheio de jactâncias. Nota Importante: Filáucial é oriundo do gr. Φιλαυτíα (Philautía), e se traduz como Amor-Próprio; do lat. Philautia, que tem o mesmo significado, Amor-Próprio, mas no contexto de Amor que tem por objeto a própria pessoa, sendo assim à mesma torna-se cheia de sentimentos nocivos, que desfigura-se o caráter original que Deus implantou no ser humano. A pessoa faz do ego o alvo de sua adoração; tal afeto é combatido pelas Sagradas Escrituras que, em todos os seus livros, ensina o Altruísmo.

Expulsão de Lúcifer que Virou Satanás
Com ele foi 1/3 Dos Anjos,  que Virou Demônios
Ap 12:4.
A Filáucia, aliás, foi o pecado que levou à ruína o querubim ungido, também conhecido como “Lúcifer” antes da queda por causa da sua rebelião contra Deus, mas agora chamado de “Satanás” o arquiinimigo do povo de DEUS. A Filáucia contraria todas as virtudes teológicas, pois tem estas como base o Amor Sacrificial   e Altruísta de Cristo Jesus, para com a humanidade, leia em Jo 15:12.
Tendo por base este pressuposto, podemos afirmar que no plano divinal, Deus ao criar o ser humano, douto-o de um caráter abnegado e altruísta, isso foi e é um magnífico exemplo que Cristo Jesus nos concedeu leiam em Rm15:1-7, www.bibliaonline.com.br.  O cristão que não ama, nunca verá a Deus, e está vivendo até agora em trevas (1 Jo 1:5-10), todos os filhos de Deus devem viver intrínsecamente em sentimento Abnegado e Altruísta.

Jactância e Falsidade, Sentimentos Nocivos.
Devemos lembrar-nos, do maravilhoso feito de Cristo e a sua ordenança, que no Evangelho Segundo Mateus Cap. 5:43-48,   encontramos   uma         doutrinação       aos     nossos olhos humanos, aparentemente impossível de praticar, pois Cristo Jesus nos orienta que devemos amar até aqueles que nos aborrecem, uma tarefa não fácil, mas não impossível, este ensino em contraste com o texto em Dt 23:1-6, e que em sua suma diz: “Não procurarás paz ou amizade com eles enquanto viveres”.  – Pois bem, com isso apreendo uma grande lição: Deus é Amor, Ele ama à todos; mas vale ressaltar que Ele abomina o pecado, veja os textos em Pv 6:16,17,18 e 19Pv 28:9www.bibliaonline.com.br, trocando em miúdo, Deus ama o pecador, mas abomina o pecado, seu querer é que todos venham ao conhecimento da verdade e sejam salvos, meditem nestes textos (1Tm 2:4; Jo 8:32, 36), outros textos (Ez 18: 23-28; Gl 6:7,8).
Filantropia é de Deus.
 Tenhamos então uma vida harmoniosa com Deus e com o nosso próximo, claro, se depender de você, leia e medite em Rm 12:18-21. A Filantropia bíblia incluí não somente a simpatia verbal, mas também a assistência aos desamparados. O Amor deve ser completo conforme a ótica divina exibida pelos profetas e apóstolos (Tg 1:27).  – Eu vos recomendo-os que meditem nestes textos: “1Jo 3:18; 1Jo 4:7-21; Rm 12:9-13 e 14-21”.
Meus diletos internautas por hoje é só, espero encontrar todos em outros “Momentos de Introspecções”, pois vocês já sabem, é o meu, o seu, o nosso, cantinho de meditações.


Atenciosamente
Pr. Marcos Santos